A chuva ocultaria a maior parte do barulho e dificultaria seguir as pegadas tanto de Shikegure como as minhas. Porém havia a possibilidade de que ele esperasse a chuva passar para sair pelas ruas da cidade. Precisava ir até a zona de baixo meretrício, não que a região não fosse conhecida, mas procurar alguém era diferente de ir se divertir, havia uma obrigação com a justiça e
Me preparo para sair com um pouco de dinheiro, usando roupas que poderiam ser descartadas se houvesse sujeira de sangue, um chapéu de bambu para combater o frio e as espadas simbolo de um samurai.
A caminhada a noite com chuva era tranquila, poucas pessoas estavam nas ruas e quem saiu tinha um objetivo em mente. Era possível sentir o cheiro de lenha queimando para aquecer e secar as casas. Não haviam muitas árvores no Japão e a madeira era muito bem aproveitada. Por que Shikegure não importou madeira? Talvez pudesse importar ferramentas? Se não outra coisa para o bem-estar do nosso povo? Por que tinha que ser armas e ainda mais para os inimigos do povo? O pensamento nas ações do alvo era importante para compreender se apenas a sua remoção realmente resolveria o problema. Não era uma forma de trabalhar a culpa, mas sim de trabalhar a justiça, para que fosse feita da forma adequada, sem pontas soltas. Eventualmente poderia direcionar meus inimigos para que perseguissem outros inimigos do império eliminando 2 problemas com 1 só golpe, sempre melhorando, sempre fazendo as coisas de uma maneira mais eficiente.
Ainda chove na zona e algumas pessoas que estaria nas ruas estão escondidas em seus respectivos estabelecimentos. Shikegure estava em algum deles e precisava descobrir qual. A ideia era perguntar por meu amigo que havia se separado de "nós", estava meio bêbado e então descreveria Shikegure. Sempre podemos confiar na bondade das pessoas, ninguém quer ter que recolher um bêbado e estariam dispostos a passar a tarefa a qualquer um que procurasse por ela. Certamente alguns dos presentes precisariam de uma recompensa, como uma moeda ou duas. Ainda de forma a aproveitar o momento e como parte do disfarce poderia conversar com as moças para trocar alguma caricia sem perder o olho do prêmio, a cabeça de Shikeure. Depois bastava seguir o alvo e no momento adequado, acabar com ele pela frente com honra.
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